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Fonte: www.educacional.com.br
Quando se pensa no verão, logo vem a lembrança de momentos prazerosos e de muita diversão. Não só porque essa estação coincide com o período de férias escolares, mas principalmente porque a elevação da temperatura possibilita que se façam várias atividades que, muitas vezes, são impossíveis de realizar no decorrer do ano. E nada melhor que usar os exercícios físicos típicos do verão para se divertir e melhorar a saúde física. Além disso, essa pode ser uma boa forma de se preparar para as dificuldades do ano letivo que vai iniciar logo após as férias.
Primeiramente, não se pode esquecer que muitas pessoas gostam de viajar nesse período. Mesmo assim, isso não impede que elas pratiquem atividades físicas. Muito pelo contrário! As caminhadas, por exemplo, tornam-se muito mais agradáveis quando são feitas em ambientes diferentes, ou seja, cuja arquitetura ou ambiente natural seja atrativo. Isso se chama lazer contemplativo. Por exemplo: pode-se organizar um tour pelos parques, praças, matas nativas da cidade que se está visitando e praticar a corrida. Ou, então, fazer jogging enquanto se percorre a região histórica da cidade — nela, normalmente as ruas são destinadas somente aos pedestres. Enfim, basta usar a criatividade!
Se a viagem for feita a uma região montanhosa o número de opções é ainda maior: a caminhada logo ao amanhecer ou no fim do dia pode ter uma beleza sem igual, além de ser muito saudável. Atividades lúdicas, como gincanas e aulas de ginástica, muitas vezes são oferecidas na cidade por meio de vários projetos governamentais e de empresas privadas que aproveitam o verão para “fazer seu marketing”. Como geralmente quem comanda tais atividades são pessoas capacitadas, existe a garantia de qualidade e a forte preocupação com a saúde dos veranistas.
Outra boa possibilidade que pode ser explorada por meio dessas práticas de verão é a sociabilização. Além de aproveitar esses exercícios para manter contato com parentes e amigos, pode-se, é claro, fazer novas amizades. Uma caminhada, por exemplo, pode servir tanto para “colocar o assunto em dia” com aqueles amigos que estão longe o ano todo quanto para fazer novas amizades.
Enfim, o importante é não deixar o verão passar em branco. E quem vai permanecer na cidade durante as férias pode, por exemplo, participar de colônias de férias (que geralmente são organizadas por clubes ou prefeituras). Caso não haja essa possibilidade, pode-se usar a criatividade, evitando o sedentarismo (como ficar assistindo à televisão ou jogando video game). Com todo esse tempo livre, o importante é viver ativamente!
Atualmente, é comum a ocorrência de lesões ou acidentes graves durante as práticas esportivas, pois as pessoas muitas vezes se confundem com relação à verdadeira finalidade da atividade física. Exemplo: é comum que os iniciantes do jogging (corrida) fiquem empolgados e se inscrevam em provas de meia-maratona ou de maratona. Como ainda não estão preparados fisicamente para percorrer longas distâncias, eles podem ter sérios problemas de saúde — lesões musculares, articulares ou ósseas, problemas respiratórios e cardíacos e desidratação —, quando, na verdade, a prática física deveria ter como objetivo a melhora na qualidade de vida desses indivíduos.
Os casos de pessoas que realizam atividades físicas de forma inadequada são vários: praticantes amadores de futebol, basquete ou vôlei que resolvem participar de campeonatos de alto rendimento, corredores e ciclistas que se inscrevem em provas cujas distâncias nunca foram superadas, ou — o que consiste no maior problema — sedentários que começam sua prática física com atividades de alta intensidade.
O termo usado pelos médicos para designar essas pessoas é “atleta de final de semana” e diz respeito aos indivíduos que não buscam o condicionamento físico necessário para a atividade que fazem, mas, mesmo assim, esforçam-se de forma exagerada e extrapolam o limite da prática saudável.
É necessário saber que existem práticas físicas adequadas a cada perfil. Além disso, na maioria dos casos, as academias, clubes e escolinhas separam os praticantes por níveis para evitar que haja grandes desigualdades no preparo físico e no desempenho técnico e tático dos esportistas.
Outro problema é que, na prática física, as coisas não funcionam como em outras atividades do cotidiano. Por exemplo: quando o professor dá ao aluno o prazo de um mês para entregar um trabalho de 15 páginas, o estudante pode fazê-lo por etapas (meia página por dia, uma a cada dois dias, duas por dia ou as 15 páginas no último dia) e o resultado será praticamente o mesmo. Mas correr 20 minutos diariamente não é a mesma coisa que correr uma única vez por semana durante 2 horas. Se na regularidade da corrida diária a tendência é o aumento gradativo do condicionamento físico e, conseqüentemente, a melhora da saúde do indivíduo, é provável que o desgaste ocasionado pela corrida de longa distância realizada uma única vez por semana leve o praticante a uma série de problemas. Assim, há mais malefícios do que benefícios na atividade física.
Cabe diferenciar o praticante de atividade física do atleta. Este vive em função do desempenho e, para isso, treina com muito afinco. Mas a prática que realiza — de alto rendimento — não é sinônimo de saúde, pois normalmente causa ao corpo uma série de transtornos. Em contrapartida, o praticante de atividade física deve procurar melhorar sua saúde por meio da prática de esportes ou exercícios sem preocupar-se com o rendimento.
Dessa forma, o bom senso é fundamental. Tanto os exageros quanto o excesso de brincadeira são extremamente prejudiciais à saúde daqueles que praticam atividades físicas. Portanto, de nada adianta a prática regular de atividades físicas se esta for antecedida ou sucedida da ingestão de bebidas alcoólicas ou do consumo de carnes gordurosas — como acontece nas churrascadas após as partidas de futebol.
Independentemente do tipo de prática física escolhida, o correto é sempre ter moderação. Isso serve também para as atividades normais do cotidiano, como dormir, alimentar-se, trabalhar e estudar, pois não existe prática física que dê ao praticante uma vida saudável se ele não tomar os devidos cuidados em relação a esses aspectos.
Ver televisão, jogar videogame, conversar com os amigos — seja ao vivo, por telefone ou pela Internet —, ouvir música, ler, sair para dançar, praticar esportes, ir ao cinema ou passear no shopping... Enfim, são várias as atividades gostosas de fazer quando se tem tempo disponível. Mas será que todas elas são benéficas à saúde?
Atualmente, existe uma grande preocupação com o que as pessoas andam fazendo durante seu tempo livre, pois se sabe que isso se reflete diretamente em sua produção diária. Exemplificando: um aluno que passa todos os dias muitas horas na frente da televisão vai encontrar dificuldades para se sociabilizar com os colegas na escola. Além disso, hábitos sedentários — como assistir à TV — fazem com que os alunos tenham baixo rendimento nas práticas físicas. Então, mesmo que as atividades realizadas no tempo livre tragam prazer, é preciso se preocupar em como contrabalanceá-las, dividindo o tempo de ócio entre atividades lúdicas quaisquer e outras específicas que privilegiem a qualidade de vida e, conseqüentemente, a saúde.
Uma divisão adequada necessita de pelo menos algumas práticas físicas semanais. Podem ser atividades sistemáticas, como a ginástica em academia, a musculação, a natação e a “escolinha” esportiva, ou atividades não-formais, como a caminhada, os esportes com os amigos, a dança, entre outras. O importante é a regularidade, que pode variar de duas vezes por semana a diariamente. O ideal é iniciar fazendo duas ou três vezes por semana e, à medida que se sentir motivado e preparado, aumentar a freqüência semanal. É recomendável que não se cometam exageros — fazer quinhentos abdominais em um único dia não é a mesma coisa que fazer cem abdominais diários durante cinco dias —, e que se mantenha o mesmo intervalo: quem faz natação três vezes por semana obtém melhores resultados praticando, por exemplo, às segundas, quartas e sextas-feiras que aqueles que a fazem em dias variados todas as semanas.
Entretanto, cada vez mais, as pessoas têm tarefas diárias, preferindo, quando em seu escasso tempo de ócio, não abrir mão daquelas atividades que lhes trazem mais satisfação, independentemente de estas lhes propiciarem melhores condições de saúde ou não. É novamente o caso de assistir à TV que, do ponto de vista da saúde, traz mais transtornos que benefícios. Diante dessa situação, a sugestão é a seguinte: por que não unir o útil ao agradável? Assistir à TV enquanto se faz exercícios de alongamento ou abdominais. Em vez de conversar horas com amigos ou com o(a) namorado(a) pelo telefone ou pela Internet, convidá-los para uma conversa enquanto realizam uma saudável caminhada ou praticam algum esporte. Ouvir música e dançar é outra combinação muito boa. O importante é usar a criatividade, tornando aquela prática que, a princípio, parecia ser desagradável em algo extremamente motivador.
Todos sabemos que a maioria dos esportes e as aulas de Educação Física exigem um tipo especial de calçado: o tênis. Mas como escolher o modelo mais apropriado? Veja aqui alguns conselhos.
Com o avanço tecnológico, as marcas de material esportivo criam, todo ano, uma série de modelos novos, cada um destinado a uma modalidade esportiva. E nos anúncios, geralmente afirmam que o tênis é fundamental para o rendimento do esportista. Pois é, hoje em dia, o tênis pode, por exemplo, fazer muita diferença em uma prova de atletismo como os 100 metros rasos, em que alguns centésimos de segundo são o bastante para determinar a vitória ou derrota dos competidores. Só que essa pequena diferença não é importante para atletas que estão começando sua carreira e muito menos ainda para as pessoas que usam o tênis apenas nos seus exercícios do dia-a-dia ou em aulas de Educação Física.
Além disso, como a tecnologia da fabricação desse calçado evoluiu muito, as variações entre uma marca e outra são muito pequenas. A diferença de preços, essa sim é muito grande, porque se paga também pela marca. Você acha justo comprar um tênis igualzinho a outro e pagar bem mais caro só porque ele tem uma marca mais conhecida? Imagino que não! Então, o primeiro passo da escolha é esquecer essa idéia de que é preciso comprar um "supertênis" e que, a cada ano, surge um modelo melhor que o anterior. Um bom tênis tem as seguintes características: é confortável, não é folgado nem apertado demais e é bem ventilado, o que evita micoses e fungos que proliferam no calor (observe se ele tem alguns furinhos ou alguma parte revestida com tecido mais leve). Verifique também, antes de comprar, o peso do tênis. Prefira os mais leves, pois eles podem evitar algumas lesões no tornozelo e no joelho.
Agora, se você é atleta e treina um esporte periodicamente, existem mais algumas dicas para você escolher o seu tênis. Os de cano longo servem para proteger a região do tornozelo e são apropriados para quem pratica constantemente esportes que requerem muito contato e esforço físico, como o basquete. Os tênis de quem faz provas de atletismo, principalmente corridas, devem ter a parte anterior (bico) levemente levantada. Quem treina futebol precisa de um tênis especial chamado chuteira, mais resistente que o tênis comum, que, aliás, se usado nesse esporte, estraga rapidamente. Além disso, as chuteiras têm travas que asseguram maior estabilidade nos gramados. Existem algumas modalidades que dispensam o uso de tênis, como a maioria dos esportes de luta (judô, caratê, tae kwon do, jiu-jítsu, etc.) e a natação. Nesses casos, não se esqueça de usar um chinelo de borracha no trajeto entre os vestiários e o local da prática física, evitando, assim, micoses e outras doenças que podem ser contraídas quando se anda descalço. Depois de ter encontrado um tênis com as características adequadas, basta escolher o modelo que você achar mais bonito.
COMO QUEIMAR A GORDURA CORPORAL Sempre que nos excedemos no consumo de gorduras ou apresentamos um acúmulo de energia, esse excedente é conduzido ao tecido adiposo, que armazena gordura em nosso corpo. Na prática, estamos engordando.
Principalmente nas regiões de clima frio, as pessoas tendem a consumir mais alimentos e, facilmente, ganham um aumento de gordura corporal. Assim, logo surge uma grande preocupação: como eliminar esse excesso?
Quem nunca pensou em tomar uma pilulazinha para reduzir a gordura corporal? Hoje em dia, existem diversas substâncias de efeitos variados. Será que elas funcionam? Muitas pessoas acreditam na existência de uma pílula mágica, que resolva os problemas decorrentes de uma alimentação errada, ou seja, transferem uma responsabilidade que é sua.
A maioria desses produtos para queimar gordura age no tecido adiposo, liberando a gordura das reservas. Imagine um fogão que pudesse recolher o gás que não foi queimado e colocá-lo de novo no botijão. É mais ou menos assim que funciona o nosso organismo. Toda a gordura que não foi queimada é devolvida às reservas. Assim, não adianta tentar retirar essa gordura se não for para queimá-la.
Esses produtos também agem nos músculos, onde a gordura é "queimada". A capacidade do músculo de oxidar (queimar) energia é determinada pela adaptação do músculo ao esforço. Uma pessoa que faz atividade física regularmente tem maior capacidade de queimar gordura que uma pessoa sedentária. Essa capacidade é individual poderia ser comparada à potência de um motor. Imagine que você precisa gastar cem litros de combustível no menor tempo possível e tem à sua disposição dois motores: um com mil cilindradas de potência e outro com quatro mil. Como você tem que queimar o combustível no menor tempo possível, o mais eficiente será o motor mais potente, ou seja, o de quatro mil.
No mercado, existem alguns produtos, chamados fat burner, destinados a aumentar a queima de gordura. Sua base é a carnitina, que atua diretamente no transporte da gordura para o lugar em que ela será oxidada nos músculos. Surge uma outra polêmica: de que adianta levar mais gordura se a queima é determinada pelo índice de treinamento dos músculos? Outro ponto importante é que o transporte de gordura para os músculos supera sua capacidade de queima, ou seja, não vai faltar gordura por causa disso.
Por isso, não existe uma fórmula mágica para resolver o problema, como muitos gostariam. O que resolve é o cuidado com a qualidade da alimentação e, principalmente, a melhora no nível de treinamento.
Cada vez mais cedo temos de nos preocupar com nossa saúde e em melhorar a nossa qualidade de vida. As preocupações do dia-a-dia e as responsabilidades assumidas precocemente fazem com que certas atitudes importantes para o futuro sejam esquecidas.
Aqui, temos algumas dicas de como cuidar da saúde.
Como está o seu peso? Você sabia que uma pessoa com excesso de peso sobrecarrega o coração, as articulações e o sistema locomotor? O controle do peso é muito importante para evitar esse problema. Por isso, sempre que possível, você deve se pesar e verificar como está o seu peso.
O que você está fazendo a respeito da sua alimentação? Uma dieta com excesso de açúcares, pães e frituras ou regimes muito pobres em proteína e vitaminas, como as encontradas em frutas e legumes, causam problemas como osteoporose, diabetes e outras doenças. O que você acha de começar a se preocupar com a qualidade da sua alimentação e não só com a quantidade?
O seu temperamento anda meio explosivo ultimamente? O controle de suas emoções é um dos principais meios de preservar a sua qualidade de vida. As reações intempestivas e as manifestações de raiva estão ligadas ao nível de estresse. Se esse nível for muito alto, você correrá o risco de ter problemas de coração. E também de perder várias amizades.
Você já começou a se preocupar com a sua forma? A prática de exercícios físicos é muito importante. Por que você não começa com 30 minutos diários? À medida que o seu organismo for se adaptando, você pode aumentar o tempo gradativamente. O importante é não deixar de se exercitar.
Alie uma boa alimentação à prática diária de exercícios, mude o seu jeito de ser e acostume-se a agir de uma maneira positiva. Assim, você terá uma vida longa e saudável.
Até no nosso organismo temos de controlar o gasto de energia para não corrermos o risco de apagão. Em todos os momentos, os nossos órgãos estão utilizando a energia armazenada para poderem funcionar normalmente. Mesmo quando estamos em repouso, há um gasto de energia. A energia que nosso corpo utiliza é obtida dos alimentos e, por isso, você deve ter uma alimentação bem equilibrada.
Fatores que afetam o gasto de energia
Todos nós já realizamos algum tipo de trabalho físico que poderíamos classificar como extremamente "difícil". Por exemplo: subir vários lances de escadas, correr uma quadra para pegar ônibus, levantar caixas pesadas ou escalar uma montanha íngreme. A intensidade e a duração do trabalho são fatores que determinam a dificuldade de execução da tarefa e também o gasto de energia. Para ficar mais claro, vamos tomar como exemplo dois corredores de maratona. Um deles termina a prova em 2,3 horas e o outro, em 3,3 horas. Nesse caso, mostra-se a intensidade da atividade: aquele corredor que terminou a prova antes gastou mais energia que o outro. Com relação à duração, podemos exemplificar desta maneira: se duas pessoas correm com a mesma velocidade, porém uma delas percorre o dobro da distância, aquela que percorreu a maior distância vai precisar de mais energia para poder suportar a sua tarefa. Outro fator que interfere no gasto de energia é o tamanho da pessoa. Um homem de 1,80 m com 85 kg vai ter um gasto energético maior que um homem com 1,60 m e 77 kg. Controle do gasto energético O gasto energético numa caminhada, que é uma das atividades físicas mais comuns, depende da velocidade (intensidade), da distância percorrida (duração) e do peso corporal da pessoa. Segundo alguns estudos, a uma velocidade entre 50 e 100 metros/minuto, ou de 3 a 6 km/hora, o gasto energético é de 0,6 kcal a cada quilômetro percorrido. Deve-se considerar ainda o peso corporal. Assim, surgiu a seguinte fórmula: Gasto Energético Caminhada = 0,6 kcal x Distância (km) x Peso Corporal (kg) Exemplificando: uma pessoa com 90 kg, ao caminhar 8 km, consumirá 432 kcal. Veja a aplicação da fórmula.
Gasto energético = 0,6 kcal x 8 km x 90 kg = 432 kcal A tabela abaixo relaciona alguns tipos de atividades e o gasto energético em cada uma delas. TIPOS DE ATIVIDADES GASTO ENERGÉTICO (kcal/kg/15minutos) Repouso na cama: horas de sono 0,26 Posição sentada: refeições, assistir à TV, trabalho intelectual, etc. 0,38 Posição em pé suave: higiene pessoal, trabalhos domésticos leves sem deslocamento, etc. 0,57 Caminhada leve (velocidade inferior a 4 km/h): trabalhos domésticos com deslocamento, dirigir carros, etc. 0,69 Trabalho manual suave: trabalhos domésticos como limpar chão, lavar carro, jardinagem, etc. 0,84 Atividades de lazer e prática de esportes recreativos: voleibol, ciclismo, passeio, caminhada com velocidade de 4 a 6 km/h, etc. 1,20 Trabalho manual em ritmo moderado: trabalho braçal, carpintaria, construção, pintura de paredes, etc. 1,40 Atividades de lazer e prática de esportes de alta intensidade: futebol, dança aeróbica, natação, tênis, caminhada a uma velocidade superior a 6 km/h, etc. 1,50 Trabalhos manuais intensos e prática de esportes competitivos: carregar cargas pesadas, treinamento de atletas profissionais, etc. 2,00 Exemplo: Para saber quanto você gasta de energia enquanto dorme, veja o seu tempo médio de sono por noite, divida-o por 15 (pois a tabela expressa os valores gastos a cada 15 minutos) e multiplique-o pelo valor da tabela e por seu peso corporal.
Quanta energia uma pessoa com 70 kg que dorme em média oito horas por noite vai consumir?
8 horas x 60 minutos = 480 minutos 480/15 = 32 Gasto energético = 0,26 x 70 x 32 = 582,4 kcal
Conclusão Com o controle do gasto energético e de quanto você consome, ficará muito mais fácil controlar o seu peso. Além disso, fazendo alguma atividade física, você estará também mantendo a sua saúde.
Quando pensamos em correr ou caminhar, ficamos sempre na dúvida: qual delas é a melhor atividade? Antes de fazer nossa opção, não podemos esquecer de alguns pontos muito importantes.
1) Tênis: as prateleiras das lojas vivem abarrotadas de opções, mas levar o par mais bonito ou o modelo da moda sem saber se ele é adequado à atividade pela qual optou pode trazer sérios danos ao seu corpo, principalmente aos seus joelhos e à sua coluna. O calçado é a barreira protetora entre o solo e os seus pés. Por isso, os tênis devem amortecer o impacto e garantir estabilidade para evitar torções e escorregões, além de ser confortável.
2) Roupa: antes de escolhermos o que vestir, devemos pensar em dois pontos básicos: liberdade de movimentos e absorção da transpiração. Opte por uma roupa não muito justa e preferencialmente de algodão, que é o tecido ideal, porque absorve bem o suor. Muitas pessoas pensam que, quando estão suando muito, estão queimando gordura e saem para se exercitar vestidas como se estivessem numa estação de esqui.
3) Hidratação: não podemos esquecer que, quando fazemos uma atividade física, perdemos água e sais minerais. Para repô-los, tome água antes, durante e depois. Leia o artigo sobre o assunto
4) Se você estiver em uma cidade muito quente, exercite-se antes das 10 e depois das 16 horas e não se esqueça de utilizar protetor solar com fator acima de 15 FPS.
É HORA DE FAZER SUA ESCOLHA
Caminhar é um dos exercícios mais simples que existem. Pode ser feito em qualquer dia, hora e lugar, até em casa. Dar suas passadas pode ser um santo remédio, pois abaixa o nível de colesterol, previne a hipertensão arterial, aumenta a capacidade cardiopulmonar e aumenta a massa óssea, diminuindo o risco de osteoporose. Correr também traz todos esses benefícios para o nosso organismo, mas temos de levar em conta que é um exercício de maior impacto e exige maiores cuidados. Pode ser uma boa atividade para os jovens, pois somente a caminhada não atinge a sua demanda de gasto energético. O ideal no caso deles é alternar as duas. Se você está com um certo sobrepeso, comece caminhando até se acostumar com a carga da atividade e chegar ao peso ideal.
COMO COMEÇAR
O primeiro passo é fazer uma avaliação médica para saber como estão as suas condições físicas. Depois, comece com 10 minutos e vá aumentando 5 minutos a cada semana, até completar meia hora. Se o seu objetivo é perder peso, continue acrescentando mais 5 minutos até completar uma hora. Em qualquer caso, o ideal é exercitar-se todos os dias da semana.
Depois que o seu organismo já estiver adaptado à carga, você pode acelerar o passo, aumentando gradativamente o ritmo das passadas.
É essencial controlar a distância percorrida. Observe quantos quilômetros percorreu no tempo estabelecido e durante a semana.
Depois de começar, o mais importante é se exercitar com regularidade. Querer compensar o tempo perdido com surtos de atletismo é muito perigoso para a nossa saúde.
EXERCITE-SE
Independentemente de seu preparo, faça um trabalho gradativo. Respeitar os limites do próprio corpo é um mandamento básico de quem quer manter a saúde. Quando eles são ultrapassados, o corpo chia. Faça um bom aquecimento, alongando os músculos das pernas, e controle a freqüência cardíaca durante a atividade. Para cada faixa etária, o número máximo de batimentos por minuto é dado pela fórmula: 220 - (menos) a idade. Ou seja, uma pessoa de 16 anos pode chegar a no máximo 204 bpm (220 - 16). Recomenda-se que o coração trabalhe entre 50% a 70% da sua freqüência cardíaca máxima.
EXERCITE-SE E FIQUE DE BEM COM A VIDA
Quem não gosta de acordar bem disposto para enfrentar a rotina e manter o pique e o alto astral o dia todo? Estudos indicam que a atividade física tem grande influência nisso. Além de auxiliar no controle do peso, alivia sintomas de depressão e ansiedade, deixa as pessoas mais bem-humoradas e eleva a qualidade de vida. Empresas que adotaram programas de atividade física no local de trabalho para seus funcionários conseguiram reduzir as faltas e aumentaram a produção e os lucros. As vantagens de se exercitar podem começar desde cedo. Pesquisas mostram que um estilo de vida ativo na fase escolar não faz só diferença no nível de aptidão física. Os exercícios podem aumentar o rendimento, reduzir comportamentos inadequados e melhorar o relacionamento com os pais, além de aumentar a responsabilidade. Para a atividade física fazer diferença na sua saúde não são necessárias horas e horas de prática. Segundo estudiosos, bastam 30 minutos diários de exercícios com intensidade moderada, ou sessões cumulativas de 15 ou 10 minutos.
O QUE VOCÊ PODE FAZER? A sugestão dos cientistas é que você se envolva em atividades físicas no seu dia-a-dia, em casa, no trabalho ou com seus amigos. Nessas sessões de "treinamento" podem ser incluídas: subidas e descidas de escadas, passeios com o cachorro, lavagem de carro, caminhadas em ritmo acelerado, dançar, pedalar, jogar bola, correr, nadar, ou seja, tudo o que está a seu alcance, com a facilidade de não precisar de muitos aparelhos. Se olhar em volta na sua casa, verá a sua academia montada. Agora a falta de tempo não é mais desculpa. Você pode (e deve) organizar o seu tempo para deixar pelo menos 30 minutos diários para a sua atividade física.
Antes de começar, não se esqueça de pedir orientação ao seu professor de educação física ou a um profissional da área.
BENEFÍCIOS DA ATIVIDADE FÍSICA
No aspecto físico: - Ajuda no controle do peso - Melhora a distribuição da gordura corporal - Aumenta a força muscular e a resistência física - Diminui a pressão arterial
No aspecto psicossocial: - Melhora a auto-estima - Alivia o estresse - Aumenta o bem-estar - Diminui a depressão
Em relação à escola: - Aumenta a responsabilidade - Diminui o uso de substâncias tóxicas - Reduz distúrbios de comportamento - Aumenta a freqüência às aulas
O QUE NÃO PODEMOS ESQUECER
Atividades físicas moderadas são aquelas que aumentam um pouco os batimentos do coração, deixam seu corpo aquecido e fazem você respirar um pouco mais rápido do que o normal, mas sem dificuldade. Antes de começar a praticar qualquer tipo de atividade física, mesmo sendo de intensidade moderada, vá a um médico e faça um exame para ver como anda a sua saúde. Outro ponto muito importante é a nossa alimentação. Nós não podemos iniciar um programa de atividade física sem nos preocuparmos com o que vamos comer. Você conhece a pirâmide de alimentos? Dê uma passadinha na seção Fale com a Nutricionista e leia o artigo sobre esse assunto.
Aliar um bom programa de atividade física a uma dieta alimentar adequada é um passo enorme para uma vida saudável. Anime-se e comece desde já. Em pouco tempo, suas noites de sono serão melhores e você vai acordar bem mais disposto para realizar as tarefas diárias.
Imagine a cena: verão chegando, você na academia fazendo a sua série de musculação... Só que você não está satisfeito porque, por mais que saiba que o seu treinamento vai dar certo, gostaria que o resultado fosse imediato. Ao ouvir suas reclamações, um cara daqueles que treinam 24 horas por dia na academia se aproxima e oferece um produto que vai lhe dar esse resultado imediato. Qual é a sua reação?
Antes de tomarmos qualquer atitude, temos de saber que os anabolizantes ou esteróides anabólicos são substâncias químicas sintéticas. Semelhantes ao hormônio masculino testosterona, ajudam a aumentar a velocidade do metabolismo do nosso corpo. Quando administrada no organismo, essa substância entra em contato com as células do tecido muscular e age aumentando o tamanho dos músculos. As pessoas que a consomem ganham força, potência e maior tolerância ao exercício físico. Mas tudo isso pessoas sadias, bem alimentadas e com atividade física adequada também ganham, uma vez que o organismo executa perfeitamente todas essas funções.
O uso dos esteróides em larga escala e em altas doses com fins estéticos vem ocorrendo entre os freqüentadores de academias sem que eles saibam dos malefícios que esses medicamentos podem causar.
A melhora que os anabolizantes podem proporcionar não é significativa em face dos seus numerosos efeitos colaterais, que trazem graves conseqüências.
As superdosagens que alguns atletas, principalmente os praticantes do fisiculturismo, se administram - essas dosagens ultrapassam as terapêuticas em até 15 ou 20 vezes - e a utilização desses medicamentos por um tempo prolongado podem tornar os efeitos colaterais irreversíveis.
Mas como a droga age?
A maioria dos anabolizantes esteróides ativa o metabolismo protéico, que, associado a exercícios físicos, aumenta a massa muscular e a força. Tanto homens quanto mulheres produzem a testosterona, estas em quantidade muito menor. A hipófise, glândula localizada no cérebro, produz uma substância chamada gonadotrofina, que avisa aos órgãos reprodutores que é necessária a produção de testosterona. Mas, quando se consome a testosterona sintética, o organismo suspende o comando de liberação de gonadotrofina pela hipófise e, conseqüentemente, as funções dos testículos, onde se produzem o hormônio e os espermatozóides. Por isso, o uso de anabolizantes causa infertilidade, que, na maioria das vezes, é irreversível mesmo com a suspensão do uso da droga. Esse descontrole hormonal desencadeia outros processos sexuais secundários, como o surgimento de mamas, acne e a mudança do tom de voz, que fica mais grave.
Os anabolizantes ainda sobrecarregam o fígado, e qualquer tipo de tumor que porventura ali exista terá seu desenvolvimento acelerado pela droga.
Essa substância causa ainda uma alteração dos níveis de colesterol, reduzindo o chamado colesterol protetor (HDL) e aumentando o colesterol causador do infarto do miocárdio (LDL). Surgem também problemas cardíacos, acarretados pela hipertensão que atinge praticamente 100% dos atletas anabolizados. O coração envelhece cada dia mais rápido, levando à insuficiência cardíaca.
No sistema locomotor, o que ocorre freqüentemente é um rompimento das inserções musculotendinosas, que se tornam relativamente frágeis para suportar a tração de um músculo cuja força foi bastante ampliada, em função do aumento desproporcional da massa. Os esteróides também interferem no metabolismo do tecido ósseo, alterando o equilíbrio do cálcio. O osso perde a sua elasticidade e tende a sofrer fraturas.
Em crianças e adolescentes, a conseqüência mais grave é a consolidação precoce das cartilagens, provocando a interrupção no processo de crescimento.
O maior exemplo da ação nociva dos esteróides sobre o nosso corpo é o fisiculturista número 1 da Alemanha, Andréas Munzer. Quando morreu, seu corpo se assemelhava a uma massa disforme de carne crua. O estômago de Munzer sangrou até a última gota. Rins e fígado não resistiram às substâncias químicas que ele vinha tomando para redesenhar a sua massa muscular.
O atleta, quando entra no circuito dos anabolizantes, não procura orientação médica, nem se orienta com um profissional capacitado. Segue somente o que seus amigos de treino falam. Geralmente quem indica os anabolizantes são atletas veteranos, que recomendam as substâncias que eles mesmos já utilizam, sem se importar com os danos que causam.
Será que, por vaidade pessoal, vale a pena correr todos esses riscos? Sabe-se que apenas com treinamento, sem o uso de esteróides anabolizantes, pode-se conseguir bons resultados. Basta apenas ter paciência.
Não use drogas. Se fizer isso, o seu corpo pode até ficar belo por fora, mas lá dentro seu organismo não será mais o mesmo.
Depois de toda essa explicação, a sua reação seria a mesma? Você aceitaria o produto, mesmo sabendo que ele faz mal (e como!) ao seu organismo?
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